
E pouco a pouco, as tramas vão se desenrolando. Depois do ótimo primeiro episódio, que serviu para matar a saudade de todo o clima envolvente da série, 24 Horas entra em sua segunda hora, em que temos um dos momentos mais tensos da temporada e um final para deixar roendo as unhas, com o aguardado reencontro entre Jack e Tony. Mas no geral, foi um episódio bem morno, que valeu mesmo pelos momentos já citados. E o melhor: CherryJones continua excelente como a presidente.
No final do episódio anterior, vimos que a primeira – e até então única – pista para encontrar Tony era Schector, um cara que Jack e Tony conheciam na época que trabalhavam na CTU. No entanto, antes de dizer algo, o homem foi baleado e Jack recebeu um aviso do amigo “ex-morto” por telefone, para se manter longe disso. Enfim, Jack e Renee correm contra o tempo – ok, é estúpido usar essa expressão se tratando de 24 Horas, mas não encontrei uma melhor – para achar o atirador, que óbvio, está no prédio da frente.
Como sempre na série, tem alguém pra encher o saco de Jack. Aqui, além de Larry Moss, temos a agente Renee Walker, com um adendo: ela atrapalha várias ações de Jack, mas aprende algumas coisas sobre como ser uma boa agente com ele. O lado bom de acompanhar a exibição dos EUA é que sei que não vou ficar com vontade de vê-la morta até o fim da temporada, porque sinceramente, bem bocó essa ideia de “Aprenda a ser Jack Bauer em X lições” – apesar de ter sido muito legal o racicionio do ex-agente da CTU pra descobrir o atirador.
Sério, Tony de vilão continua muito bom. O melhor é que esse visual de cabelo raspado e barba por fazer é medonho e a voz rouca só ajuda a convencer que o personagem que conhecemos por anos se converteu. Um trabalho muito eficiente de Carlos Bernard (só pra constar, Tony Almeida é o lado ruim de fazer reviews de acordo com a exibição do Brasil, vendo junto com os EUA, vocês saberão por que). Foi pura tensão a cena da quase-colisão dos aviões. Daquelas para pregar na cadeira de nervoso, do jeito que só essa série consegue fazer. Aqueles dois aviões chegando perto no radar, a trilha sonora de Sean Callery… tudo agoniante até o último segundo, quando um dos aviões levanta voo pouco tempo antes de quase se chocar. Claro que algum tempo depois, a presidente acaba sabendo de tudo isso.
E talvez o que mais gostei nessa temporada foi dessa personagem. Desde David Palmer não tínhamos um presidente com tamanho carisma. E Cherry Jones vem fazendo um ótimo trabalho, competente o suficiente e com muita presença, algo essencial para o papel que ela faz, afinal, é a presidente dos Estados Unidos. Enquanto isso, o FBI continua tentando encurralar o atirador. Adorei a cena dentro do carro, com o agente defendendo Jack sobre tudo o que estão f
azendo ele passar. E aí ele solta um dos inúmeros bons quotes dessa temporada:
Fizemos tantas coisas secretas nos últimos anos para proteger este país que acabamos criando dois mundos. O nosso e o das pessoas que prometemos proteger.
Muito boa a cara – mesmo que disfarçada – feliz de Jack ao ouvir o que o agente diz. Enfim, dentro do prédio, Tony consegue salvar o atirador, pois tem pessoas infiltradas no FBI trabalhando para a organização que o amigo (ex-amigo…) de Jack trabalha. Mas é claro, ninguém contava com a inteligência de Bauer, que percebe o detalhe de que o atirador – vestido com o uniforme do FBI - está usando um par de sapatos diferente dos outros agentes. Jack e Renee perseguem o cara sem contar nada para ninguém – nem para Larry Moss, que provavelmente ficará p* da vida com isso – e chegam ao local onde Tony está escondido. Ótima a cena de Jack correndo atrás do ex-parceiro de CTU. Dois agentes muito bem treinados, seria uma batalha de titãs, não fosse o pequeno detalhe de que Jack Bauer está um degrau acima de qualquer um ali. E o final foi simplesmente destruidor, com o agente renegado da CTU finalmente alcançando Tony e perguntando, com uma cara que mistura raiva, desespero e tristeza:
O que aconteceu com você? O que diabos aconteceu com você?
Um viva para Kiefer Sutherland, por favor.
Algumas considerações:
- Ok, ainda não me empolguei com a história do filho da presidente, por mais que ela tenha ficado um pouquinho mais interessante. Espero que melhore nos próximos episódios.
- Cada vez gosto mais de Janis.
Nota: 8